Causos


Encontrado o Prof. Valter de Estudos Sociais!
Enviado por...mim, TC
Coisas de cidade pequena.
São Paulo, terça-feira 12/11/2003, meu rodízio. Fui trabalhar de bumba.
Voltando para casa entro num ônibus na Vila Mariana. Na minha frente, pagando a passagem, está um senhor moderninho, usando jeans. Quando o vi, não acreditei. Tinha certeza que era o Prof. Valter. Depois que eu passei pelo cobrador, sentei-me próximo ao suposto mestre e perguntei:
- Você é o Valter, que foi professor no Experimental?
Ele respondeu:
- Sou eu mesmo!
Me identifiquei e disse que eu havia sido aluno dele.
Conversamos e descemos no mesmo ponto, no Jd. da Glória. O tempo todo ele demonstrou entusiasmo e receptividade. Foi muito legal. Ele, como nós, guarda muito carinho por aqueles dias do GEGEDEC. Apesar dos cabelos brancos, ele tem mais cabelo que vários da nossa turma e mantém o mesmo estilo galã da nossa época. Está super-bem!
Passei para ele o endereço do nosso site e espero que ele entre em contato e participe dos nossos encontros.
Abraços a todos e "ponto positivo para você" Mestre!

TC




Tombasso de bicicleta
Enviado pelo Christian
Caros Experimentalistas:
Esse causo envolveu o Durdim (Domingos), o Zé Carlos (Troitiño), meu irmão Arthur e eu:

Numa tarde de Férias de Julho, combinamos de andar de bicicleta, então, vieram até minha casa
(na Rua Mauricina 232 na V. Romana), o Zé com sua Monark Tigrão (com marcha!) e o "Durdim".

Já saímos pedalando pela minha Rua, que acaba na Rua Tito, em frente à fábrica da Johann-Faber. (Depois virou Unibanco e depois, Gilette, eu acho)

Gostava (e cuidava !) muito da minha bicicleta, era uma fantástica Berlineta Caloi e Dobrável! (Vinha uma chave Allen, voce dobrava ela ao ½).

Alí, onde a Rua Tito vira Desembargador do Valle, tem uma puta duma ladeira que termina em curva, então, iniciamos, lá do alto, pedalando bem forte, meio "Siga O Chefe" e nos metemos, com a cara e a coragem, naquele downhill, muito animados!

Rasgamos a Tito feito uns raios descontrolados, entre Apavorados, Corajosos, Arrependidos e FISSURADOS, afins de enfrentar o Mêdo, só que ... ao final da ladeira, o GUIDÃO do Zé trepidava
muito, fez ele perder o contrôle e CAPOTAR na curva do Posto de Gasolina Shell, da esquina!

Porra, tirando o trágico da cena, foi uma queda ESPETACULAR, juntou gente, nossas Bicicletas no meio da Rua, o Trânsito até deu uma parada!

E daí? Socorremos o Zé, que já estava cercado por algumas pessoas, sendo auxiliado por um senhor (nós, hoje) fazendo-o sentar-se na guia.

Foram apenas Escoriações Generalizadas, (o Zé portava um "self-airbag", com certeza, serviu para amortecer a rolagem pelo asfalto), mas era dificil definir, alí, quem estava mais apavorado !

Então, acompanhamos ele, mancando, até sua casa lá na Rua Coriolano, mal abríamos a boca, pré-encanados com os Pais dele e também com a Monark Tigrão que estava todinha arrebentada.
Engraçado,é uma fase em que voce não está muito aí consigo, mas com os Outros. Estranho ...:(
Mas, foi só levá-la na Casa Bérgamo Ciclística, lá na Rua Duílio, que já estávamos pedalando pelo Bairro em poucos dias, explorando o mundo novamente e dando boas risadas, lembrando da Capotagem ! ... :)
(O Bérgamos era um sujeito irrascível e intolerante, sempre ½ puto, mas era muito bom no que ele fazía.)

Hoje eu tenho uma Mountain-Bike e curto muito, como naquela época, pedalar pelas trilhas nos
Fundos-de-Vale de minha Cidade, tema também do meu TGI (minha Tese de Arquitetura: tirei 10!),
cujo tema foi: "CICLOVÍA DE LAZER: TRILHA URBANA".

Lembro sempre desse episódio "dramático", que com certeza, criou-me "Coragens Futuras", como
voar numa Asa Delta, saltando lá da Pedra Grande em Atibaia (SP) , mas daí, isto é uma outra história !

Christian Steagall-Condé, 7ª Série "C", LONDRINA - PR




Os Mafiosos do Anfiteatro
Enviado pelo Reinaldinho (o Coutinho do Amaral...)

Em Outubro de 2002 completei dois anos sem o famoso vício que adquirí nos tempos de Gegedec: O velho cigarro. Lembro-me do 1o. cigarro Pall Mall fumado no Playcenter, ganho por mim, Fabinho, Marcelinho e Zé Luiz em umas daquelas maquinas com garras que caçavam prêmios dentro de um "aquário". Daí para frente foram diversas marcas durante mais ou menos 22 anos.
Mas o fato que gostaria de relembrar foi o verdadeiro ROMBO que abrimos na porta dos fundos da classe da 7a. ou 8a.série (não me recordo a série) que dava acesso ao Anfiteatro, pois lá podíamos fumar escondidos e aprontar algumas bagunças como derrubar uma pilha de banquetas e balançar-se no pneu pendurado nos banheiros.
Dos MAFIOSOS que me recordo, "compareciam": Fabinho, Zilli, Golla, Biô, Vidal, Calão, Kovacs, Flavião.(quem costumava comparecer favor completar a lista, ok? Não vale afinar agora)
Pois é, eram coisas simples, que não agrediam ninguém, mas que para nós provocava um espírito de aventura contagiante, tanto que hoje em dia não me envergonho de relatar aos meus 03 filhos (a não ser o cigarro que graças a deus eles odeiam)

Um abraço carinhoso,
Reinaldinho




Acidente no pátio
Enviado pela Heloisa Capocci
"Ao ver a foto atual do Mané no site, pude mostrar para meu filho caçula de 10 anos (Rodrigo) quem foi que quebrou meu nariz quando eu tinha uns 14 anos.
Estávamos na quadra externa da Diana - ao lado do pátio que tinha a cantina - quando bateu o sinal de entrada. Eu andava rapidamente numa direção e o Mané corria em sentido oposto. A última cena de que me lembro era dele correndo, com seus cabelos longos, loiros, lisos e esvoaçantes, rindo da cara dos garotos de quem ele fugia - certamente tinha aprontado alguma, como era costume. Ele olhava para trás enquanto corria, não me viu e aí foi a baita cabeçada no meu nariz que fraturou e sangrou muito. Ele caiu em câmera lenta, tonta que eu estava com "A" pancada..."

Obs.: Heloisa era da turma de 76, mas mandou um causo envolvendo o Mané que se formou com a gente.